O programa Muralha Paulista do Governo de São Paulo identificou cinco foragidos da Justiça que tentavam acessar o estádio do Corinthians, na zona leste da capital paulista, no domingo (12), para assistir ao jogo contra o Palmeiras. As prisões foram realizadas pelos policiais do 2º Batalhão de Choque.
O monitoramento, que usa imagens de reconhecimento facial e cruza essas informações com dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão, indicou os setores aos quais os procurados tentavam ter acesso. Os policiais que faziam a segurança no jogo foram acionados e conseguiram deter os procurados.
Um dos detidos foi condenado no estado do Amazonas pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. O homem de 35 anos foi conduzido ao posto de comando montado no estádio, onde o mandado de prisão foi confirmado.
Outro suspeito, de 40 anos, tinha um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de associação para o tráfico de drogas. A prisão foi determinada pela Justiça de São Paulo. Um terceiro homem foi condenado por constrangimento ilegal e os outros dois eram procurados por dívidas de pensão alimentícia.
A parceria firmada entre a Secretaria da Segurança Pública e o clube paulista permite ainda a identificação de torcedores que tentam acessar o estádio por meio de ingressos comprados por cambistas, uso de documentos falsos ou de terceiros, mandados de prisão em aberto, ou descumprimento de ordens judiciais e sanções impostas pelo Estatuto do Torcedor. O sistema também faz o reconhecimento de pessoas desaparecidas. Caso seja identificada alguma dessas irregularidades, o acesso ao evento é bloqueado e a Polícia Militar realiza a abordagem.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a tecnologia amplia a capacidade de resposta das forças de segurança, dificulta a mobilidade de criminosos e reforça a segurança em grandes eventos esportivos. Desde o início da parceria com as arenas esportivas, mais de 2 milhões de torcedores foram fiscalizados.
Muralha Paulista
O programa Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e informações de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores têm reduzida a possibilidade de reincidência nesses tipos de crimes.
