“Há segurança na UNESP?”, questiona deputada após denúncia de estupro

Denúncias de assédio e abuso sexual acendem alerta e levam Leticia Aguiar a cobrar respostas imediatas e proteção às alunas

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Segurança na UNESP

Há segurança na UNESP?” A pergunta da deputada estadual Leticia Aguiar resume a gravidade da denúncia de estupro e das demais denúncias de assédio e abuso sexual no ambiente acadêmico, marcando uma cobrança direta por providências.

Diante da repercussão, a parlamentar encaminhou ofícios à Reitoria da Unesp, ao Cruesp, ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e ao secretário estadual da Educação, exigindo apuração rigorosa, transparência e medidas concretas de proteção às estudantes.

“Como mulher, mãe, joseense, deputada estadual, vice-líder do PL na Alesp, coordenadora regional do PL Mulher no Vale do Paraíba e integrante da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher, eu não aceito que isso aconteça em uma universidade estadual de excelência, mantida com recursos públicos e com décadas de história em nossa cidade.”

Leticia Aguiar – Deputada Estadual

Segurança na UNESP sob questionamento

A discussão sobre o caso da UNESP ganhou força após a denúncia de estupro e outros relatos que apontam para a quebra de confiança dentro do ambiente universitário, onde professores — que deveriam orientar e formar — são acusados de utilizar sua posição de autoridade para cometer abusos.

Os casos relatados indicam ocorrências em aulas práticas, laboratórios e até fora do ambiente acadêmico, ampliando a preocupação sobre a proteção das estudantes.

“Não é possível aceitar que mulheres se sintam inseguras dentro de uma universidade. Isso exige ação imediata e responsabilidade.”

O que precisa mudar para garantir segurança na UNESP

Além da apuração dos fatos, Leticia Aguiar cobra medidas estruturais para garantir efetivamente a segurança na UNESP, como:

  • fortalecimento de canais seguros de denúncia
  • protocolos mais rígidos em aulas práticas e atendimentos individuais
  • acompanhamento institucional às vítimas
  • combate a qualquer tentativa de silenciamento

Para a deputada, a autonomia universitária não pode ser confundida com ausência de responsabilidade.

“Autonomia não pode ser escudo para omissão. Quando há denúncia de abuso, de assédio ou de estupro, a resposta precisa ser firme.”

Deputada Leticia Aguiar exige resposta concreta

A deputada afirma que seguirá acompanhando o caso de perto e cobrando respostas efetivas das instituições responsáveis.

“Nosso papel é agir. Estamos cobrando providências e garantindo que essas denúncias sejam tratadas com a seriedade que merecem.”

A resposta que a sociedade espera

O debate sobre a segurança na UNESP reacende uma discussão maior: a necessidade de garantir proteção real às mulheres em ambientes de formação.

Para Leticia Aguiar, a resposta à pergunta inicial precisa vir acompanhada de ações concretas, transparência e compromisso institucional.

👉 Enquanto houver medo, a segurança ainda não está garantida.

Histórico e responsabilidade institucional

Casos envolvendo denúncia de estupro, assédio e abuso sexual em ambientes universitários não são inéditos no país, mas continuam sendo tratados, muitas vezes, de forma reativa, após a exposição pública das vítimas. Essa realidade reforça a necessidade de políticas permanentes de prevenção, fiscalização e proteção dentro das instituições de ensino.

No caso da segurança na UNESP, o episódio reacende uma preocupação que vai além de um campus ou de uma situação isolada. Trata-se de um alerta sobre a necessidade de revisão de protocolos internos, fortalecimento das estruturas de acolhimento e garantia de que denúncias sejam tratadas com rapidez, seriedade e proteção efetiva às vítimas.

A deputada Leticia Aguiar também destaca que o problema não está apenas na apuração dos fatos, mas na construção de um ambiente institucional que impeça que situações como essa voltem a ocorrer.

“A universidade precisa ser um ambiente seguro em todos os aspectos. Não podemos aceitar que a busca pelo conhecimento venha acompanhada de medo ou insegurança. Isso precisa ser enfrentado com firmeza e responsabilidade.”

Para a parlamentar, o momento exige não apenas respostas imediatas, mas também um compromisso contínuo das instituições públicas com a integridade física, emocional e moral das estudantes.

A expectativa agora é que, além da apuração rigorosa da denúncia de estupro e das demais denúncias, sejam adotadas medidas estruturais que garantam a segurança na UNESP de forma permanente, prevenindo novos casos e fortalecendo a confiança da sociedade na universidade.

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