Senado aprova texto-base da reforma da Previdência em segundo turno

Parlamentares começam a discutir destaques

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão plenária para votação da PEC 6/2019, que reforma o sistema previdenciário.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil  – Brasília

Após pouco mais de três horas de discussão, o Plenário do Senado aprovou o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno. Às 19h22, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), proclamou o resultado. A proposta de emenda à Constituição (PEC) foi aprovada por 60 votos contra 19.

“O Senado enfrentou neste ano uma das matérias mais difíceis para a nação brasileira”, disse Alcolumbre ao encerrar a votação. “Todos os senadores e senadoras se envolveram pessoalmente nas discussões e aperfeiçoaram esta matéria, corrigindo alguns equívocos e fazendo justiça social com quem mais precisa.”

O texto necessitava de 49 votos para ser aprovado, o equivalente a três quintos do Senado mais um parlamentar. Agora, os senadores começam a votar os quatro destaques apresentados por quatro legendas: Pros, PT, PDT e Rede.

HISTÓRIA

A preocupação com o sistema de aposentadoria não é algo exatamente novo no Brasil. Desde a redemocratização, em 1985, praticamente todos os presidentes manifestaram temores em relação às contas previdenciárias:

  • Em dezembro de 2016, Michel Temer afirmou: “Manter sustentável a Previdência brasileira exige induvidosamente uma reforma.”
  • Em janeiro do mesmo ano, Dilma Rousseff reclamou das aposentadorias precoces: “Não é possível que a idade média de aposentadoria no Brasil seja 55 anos.”
  • Durante discurso em 2003, Lula alertou as gerações mais novas: “Se o problema não for resolvido agora, fatalmente os jovens de hoje sofrerão amanhã as consequências.”
  • Fernando Henrique Cardoso também questionou, em 1998, a ausência de idade mínima: “Que país aguenta aposentadoria aos 49 anos?
  • E Fernando Collor, em 1992, já temia o descontrole das contas: “O governo não lançará mão de fontes inflacionárias para fazer frente ao aumento de despesa da Previdência Social.”

O Presidente comemorou a aprovação pelo Twitter:

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