Símbolos do Natal: o que eles representam?

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Símbolos de Natal

Quando vai chegando o mês de dezembro, as casas se enchem de luzes e enfeites. Em muitas famílias – dependendo dos costumes e da religião – é época de enfeitar a árvore de natal, colocar uma guirlanda na porta, montar um presépio.

Mas você sabe quando e como isso começou? Quais são os símbolos que existem por trás dessas tradições? Veja aqui algumas delas:

Árvore de Natal

Árvore de Natal (Foto: Marcelo Camargo (ABr))

Árvore de Natal – Há algumas versões desencontradas de onde surgiram as árvores de Natal, mas a versão mais confiável é de que a primeira árvore de Natal surgiu em 1510 na cidade de Riga (hoje território da Letônia) e se espalhou pela Europa nos séculos seguintes. No Brasil, a tradição de usar pinheiros para celebrar o Natal se fortaleceu no início do século 20. A árvore foi escolhida, desde os tempos remotos, por representar a esperança, principalmente porque no hemisfério norte, essa época é marcada pelo frio, pela neve e pela escuridão. Mesmo assim, os pinheiros permanecem vivos e verdes. Para os cristãos, além de ser um sinal de vida e nascimento, a árvore recebe luzes e enfeites simbolizando a luz que Cristo trouxe ao mundo e os presentes que os Reis Magos levaram a Jesus, segundo a descrição bíblica.

Presentes – Há duas versões para o início da tradição de trocas de presentes no Natal. Uma, de vertente religiosa, diz que a entrega de presentes por parte dos reis magos influenciou na tradição. Porém, há uma versão pagã de que o hábito de trocar presentes no Natal venha do período de uma festa chamada Saturnália. 

Escritório do Papai Noel

Escritório do Papai Noel (Ândrey/CC)

Papai Noel – A origem do bom velhinho está ligada a São Nicolau de Mira, que viveu na Turquia entre os séculos 3 e 4 e ficou famoso por sua generosidade com os mais pobres. Segundo os relatos da época, ele era muito generoso e costumava dar presentes às crianças e ajudar principalmente as meninas órfãs e pobres com seus dotes, impedindo, assim, que caíssem em prostituição por não conseguirem se casar. Já a maneira como o Papai Noel é representado hoje – um velhinho simpático que veste roupa de inverno vermelha e botas pretas – data do século 19. Mais detalhes podem ser vistos nesse outro texto do Portal EBC. 

Ceia de Natal

Ceia de Natal (Foto: Andrea Goh/Creative Commons)

Ceia de Natal – era costume na região da Roma Antiga de povos de várias culturas pagãs celebrar, nesta época do ano, uma festa com banquetes e muita fartura. A festa, chamada de Natalis Solis Invicti, que, em latim quer dizer “nascimento do sol invencível”, era comemorada com muitas luzes e alegria para significar que aqueles tempos de frio e escuridão iriam acabar e, em breve, o sol, o calor e a fartura da colheita chegariam. O costume se manteve e se popularizou pelo mundo todo nas festas de fim de ano e, posteriormente, com o natal como conhecemos. Saiba mais sobre as comidas do natal aqui. 

Cartões de Natal – já eram enviados desde a época dessas celebrações do Natalis Solis Invicti, segundo o professor Agnaldo Cuoco, doutor em Filosofia da Religião pela Universidade de Brasília, no sentido desejando felicidade, sorte, saúde e fartura nas colheitas.

Missa do Galo – Para os católicos, um dos ritos mais tradicionais é a Missa do Galo. A celebração foi instituída no ano de 143 e era celebrada à meia-noite de Natal. A missa só terminava no horário em que “o galo cantava” e daí surgiu o nome. Atualmente, a missa não é celebrada a meia-noite em alguns lugares em cidades brasileiras. Vale lembrar que outras religiões cristãs celebram o Natal, mas não realizam a Missa do Galo.

Presépio

Presépio (Damiano Zoffoli / Creative Commons)

Presépio – De acordo com relatos históricos, o hábito começou com São Francisco de Assis. Tommaso da Celano (biógrafo de São Francisco de Assis) afirma que em 1222 Francisco realizou um teatro do nascimento de Cristo com base em relatos bíblicos, com o objetivo de catequizar de uma forma mais didática, e ensinar para o povo como foi o nascimento de Jesus. A tradição pegou, mas vale lembrar que apenas a Igreja Católica realiza esse tipo de simulação. Igrejas protestantes não fazem, via de regra, Presépio de Natal.

Guirlanda – Não há relatos precisos quanto à criação da guirlanda. Para os católicos, segundo o professor de História da Igreja do Instituto de Teologia Bento XVI Felipe Aquino, os galhos verdes dispostos em círculo simbolizam a eternidade, porque não tem começo nem fim e o laço vermelho é amor de Deus.

Coroa do Advento – Esse é um costume presente principalmente na igreja católica. Advento significa “que há de vir”, logo, a coroa é uma espécie de contagem regressiva para o natal. Ela é composta por um círculo de galhos verdes semelhante a uma guirlanda e que traz no centro quatro velas coloridas. Ao longo das quatro semanas que antecedem o natal é acesa uma vela. Cada cor tem um significado próprio: a vermelha é o amor de Deus e o sangue de Jesus, a roxa simboliza um tempo de penitência e conversão, a cor de rosa  é o sinal de alegria e a verde, de esperança.

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