Após denúncia de deputados, Doria recua e cancela contrato milionário de compra de aventais

Governador anuncia no Twitter suspensão do contrato

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Reunião de Parlamentares do PDO Rodízio de veículos
Da esquerda para a direita, os deputados: Coronel Telhada, Adriana Borgo, Márcio Nakashima, Leticia Aguiar, sargento Neri e Coronel Nishikawa

Após denúncia de deputados, o Governador João Doria (PSDB) anunciou, através de sua conta no Twitter, a imediata suspensão da compra de 1,1 milhão de aventais de um contrato de R$ 14,1 milhões.

As irregularidades na empresa vencedora do contrato, foi denunciada pelo grupo PDO (Parlamentares em Defesa do Orçamento), formado pelos deputados estaduais Leticia Aguiar, Adriana Borgo, Márcio Nakashima Sargento Neri, Coronel Telhada e Coronel Nishikawa.

O trabalho de fiscalização dos parlamentares levou o grupo a fazer uma representação no TCE – Tribunal de Contas do Estado, o recuo do Governador João Doria foi comemorado pelos parlamentares que também anunciaram novas ações.

O Grupo solicitou ao secretário de Saúde o acesso dos parlamentares a uma senha do programa de despesas do governo que até o presente momento não foi concedida.
Em reunião hoje o grupo anunciou que tomará medidas judiciais para ter acesso a todos os contratos: “A semana que vem entraremos com mandado de segurança solicitando as senhas, se não vai por bem vai por imposição da justiça”, declarou o deputado Sargento Neri.

O Grupo PDO, conta com uma equipe fiscal que procura o levantamento dos contratos e uma equipe jurídica que propõe medidas judiciais quando necessárias. Além disso os deputados vão realizar vistorias, fiscalizando “IN Loco”

“Foi um grande trabalho de equipe tanto na retaguarda das ações, quanto na linha de frente. Foi este trabalho sério que deu resultado e o governador recuou!. Esse é o compromisso deste grupo de deputados: trabalhar com responsabilidade com o dinheiro público”, disse a deputada Leticia Aguiar.

Os indícios de irregularidades na compra dos aventais, surgiram a partir de uma diligência feita pelo grupo PDO ao local que deveria ser a sede da empresa em Itapevi, mas no local encontra-se a residência do “empresário” e que, na verdade, atua no ramo de edição de livros, não possui expertise “na confecção” de aventais descartáveis e seu capital social (R$ 20 mil) é incompatível com o valor da compra pelo governo, conforme denúncia dos deputados.


Ainda pelo Twitter o Governador disse que tem total interesse em dar transparência aos atos da gestão: “Qualquer indício de irregularidade será investigado e os responsáveis serão punidos”, twittou.

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