Deputada Leticia Aguiar cobra ação do Governo/SP para redução de juros em bancos privados

As medidas do Banco Central, garantindo maior liquidez, já são suficientes para diminuir os juros

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Leticia Aguiar TDAH

A deputada estadual Leticia Aguiar, em mais de uma oportunidade, vem cobrando ações do grupo econômico do Governo de São Paulo, junto à rede de bancos privados no estado, para facilitar o crédito e diminuir as taxas de juros durante a pandemia de Covid-19.

“Até agora o Governo do estado não agiu de forma efetiva na negociação com os bancos privados, lembrando que a maioria destes bancos detém as folhas de pagamento do poder público, não é possível que não tenhamos sucesso em uma negociação para redução dos juros e das exigências de garantias neste momento de crise” disse a deputada.

Em reunião virtual com o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia, a deputada reiterou o pedido para que o governo, utilizando o bom relacionamento que possui com a inciativa privada, agisse para convencer os bancos que as medidas do Banco Central garantindo maior liquidez já são suficientes para diminuir os juros, e o momento não é para pensar no lucro: “Não houve nenhuma redução dos juros, é necessário flexibilizar as linhas de crédito para as pessoas e empresas que precisam de um fôlego financeiro, até passar a pandemia. Não é hora de lucrar é hora de ajudar”, disse Leticia Aguiar.

O vice-governador destacou que o mundo todo está tomando medidas para criar uma rede de proteção social e crédito de transferência de renda, o Estado de SP está fazendo isso também.

“Na linha de crédito, as medidas iniciais do Governo, com verbas destinadas ao Desenvolve São Paulo no valor de R$500 mil reais foi consumido em dois dias de trabalho, os juros eram de 1,47% caiu para 1,20% e vamos trabalhar para reduzir mais.”  

O Vice-Governador disse também que o próprio Governador está empenhado nesse objetivo se reunindo com Bancos Privados: “O Govenador João Dória está fortemente pedindo apoio das instituições financeiras ao setor produtivo e solicitando que apoiem os empresários neste momento de crise”, declarou Rodrigo Garcia.

Para a deputada Leticia Aguiar os bancos privados utilizam uma estratégia para lucrar na crise, esperam que o governo atue ao invés tomar medidas para diminuir os impactos econômicos: “O Governo do presidente Jair Bolsonaro já tomou uma série de medidas com o Banco Central, com a Caixa e o Banco do Brasil, mas os bancos privados ainda querem mais garantias do Tesouro Nacional para só então reduzirem seus lucros”, declarou a parlamentar.

INVESTE SP

Antes, em reunião com Wilson Melo, presidente do Investe SP, a deputada Leticia Aguiar já havia questionado as ações o grupo econômico para facilitar o crédito e diminuir as taxas de juros.

Wilson Melo disse que o governo estadual em reunião com representantes dos 12 bancos que atuam em São Paulo e o governador João Doria (PSDB), estipularam um aporte de R$ 1 bilhão em linha de crédito para um fundo emergencial, e que o Governo vai disponibilizar mais R$ 1 bilhão, totalizando R$ 2 Bilhões.

“Metade deste montante será destinada para micro, médias e pequenas empresas. A outra metade ficará à disposição de empresas de economia criativa (turismo, hotelaria, bares e entretenimento), um dos setores mais atingidos pela pandemia”, disse.

Juros mais altos

O setor de comércio e serviços (mais de 5 milhões de negócios no país) enviaram no último dia 30 uma carta ao Banco Central reclamando do aumento de juros do crédito para as empresas. “Solicitamos atenção a despeito das medidas de injetar liquidez no sistema financeiro nacional, pois observa-se o aumento expressivo das taxas, com médias superiores a 50% e, alguns casos superiores a 70%, em operações habituais do varejo, tais como de capital de giro, conta garantida, antecipação de recebíveis, risco sacado, empréstimos 4131, entre outras operações”, diz a carta aberta.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que as taxas de juros ficaram estáveis no decorrer das últimas semanas, desde o momento que a crise atingiu o Brasil mais severamente. “De forma geral, as taxas médias nas operações de varejo, tanto de pessoa física como de pessoa jurídica, não registraram oscilações neste período, tanto no caso das prorrogações, como para o varejo, que concentram a imensa maioria dos clientes”, diz a nota.

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