Setembro Amarelo: A cada 10 dias um PM comete suicídio no estado de SP

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O Setembro Amarelo é dedicado à prevenção do suicídio, que anualmente vitima cerca de 800 mil pessoas ao redor do mundo, conforme estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisas também apontam que o número de suicídios de policiais militares vem aumentando nos últimos anos.

Somente no ano de 2018 foram registrados 35 casos de suicídio cometidos por policiais militares do Estado de São Paulo, superando em 84% o número do ano anterior. Esses são os dados levantados pela Ouvidoria de Polícia de São Paulo.

As campanhas de conscientização abrangem toda a sociedade, mas uma categoria parece estar à margem das atenções: os policiais militares. Os perigos cotidianos da profissão, aliados à recusa em procurar auxílio e às pressões por parte da sociedade ampliam os fatores de risco psicológico e psiquiátrico para os servidores da corporação.

A alta do ano passado com relação a 2017 acontece, segundo a Ouvidoria de Polícia, principalmente por causa do salto de quatro para 15 suicídios cometidos entre policiais militares aposentados. O levantamento ainda mostra que 17 policiais civis se mataram nos dois anos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a Polícia Militar dedica especial atenção aos cuidados psicológicos dos policiais que integram o quadro da instituição fornecendo todo o suporte necessário.

O “Sistema de Saúde Mental da PM” disponibiliza aos policiais serviços de atendimentos psicossociais realizados por psicólogos e assistentes sociais do Caps (Centro de Atenção Psicológica e Social), sediado na capital, bem como nas unidades policiais que possuem Naps (Núcleos de Atenção Psicossocial).

Material Bélico

De acordo com especialistas da Polícia Militar, o material bélico aumenta as chances de autoextermínio entre os agentes, a exemplo do que acontece na comunidade como um todo.

Se a pessoa tem um fator de risco identificado e tem um instrumento de alta letalidade, o risco de suicídio aumenta em 500%. Por isso, a primeira atitude dos especialistas psicológicos da corporação é encaminhar um pedido à Junta Médica da PM para suspender a autorização do policial andar armado.

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